Natureza Positiva: Orientações para a Transformação Urbana

As cidades são convocadas a liderar a implementação do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, um acordo histórico que compromete as nações a deter e reverter a perda da natureza até 2030.

As cidades tem um papel fundamental na liderança da luta global contra as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade.

Urge a necessidade de uma ação coordenada das cidades em prol da natureza, sendo crucial mas não o bastante para alcançar os objectivos estabelecidos pelo Global Biodiversity Framework (GBF), pois é estrategicamente indispensável, tendo em conta os desafios urbanos relacionados com o clima, a saúde e as infraestruturas, resultantes das interações desequilibradas com a natureza e a biosfera.

As cidades são motores da economia global, mas 44% do seu PIB está ameaçado pela perda de biodiversidade. Atualmente, apenas 37% das 500 cidades mais populosas do mundo possuem uma estratégia específica voltada para a preservação da natureza ou da biodiversidade. O relatório oferece orientações para que os líderes locais possam criar estratégias voltadas para a natureza, promovendo uma transição positiva para a preservação ambiental, enquanto maximizam o potencial econômico e social das cidades.

Segundo as o que se pode ler nas sugestões do PARECER DA COMISSÃO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL (19.4.2021) dirigido à Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar sobre a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030: Trazer a natureza de volta às nossas vidas:

“a nível mundial, a biodiversidade se encontra em declínio a um ritmo sem precedentes na história da humanidade e que a extinção de espécies continua a acelerar‑se, uma evolução que terá diversas consequências na saúde humana em todo o mundo, e que, tal como comunicado pela OMS, a perda de biodiversidade favorece o aparecimento de agentes patogénicos zoonóticos como a COVID-19; destaca os dados científicos sobre o papel do comércio não sustentável na perda de biodiversidade, em particular no que diz respeito ao comércio de minerais, à biomassa, à vida selvagem e a determinados produtos de base agrícola, bem como sobre a perda de biodiversidade devido às alterações climáticas, às alterações do uso do solo a nível mundial, às espécies exóticas invasoras, à sobre-exploração dos recursos e à poluição; recorda que, no conjunto do valor económico criado, um montante de 44 biliões de dólares – mais de metade do PIB total mundial – está moderada ou fortemente dependente da natureza e dos seus serviços, estando, por conseguinte, em risco devido aos danos causados à natureza;”

Fonte: PARECER DA COMISSÃO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL (19.4.2021)

Portanto não há duvidas, efetivamente as cidades deverão rapidamente começar a adotar medidas, como a implementa-las de facto, para combater este flagelo mundial.

Ao seguir etapas estabelecidas e aprimorar o ambiente propício, as cidades podem progredir em sua transição para uma abordagem positiva em relação à natureza e acelerar ações restauradoras, colhendo os benefícios de um ambiente urbano sustentável e resiliente.

Um apelo global por ação positiva em relação à natureza

A mensagem do Quadro Global de Biodiversidade é clara: a próxima década deve ser de regeneração e restauração dos ecossistemas, habitats e espécies.

Um relatório do World Economic Forum em colaboração com Oliver Wyman.

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